cover
Tocando Agora:

BEM-VINDOS À RÁDIO CRISTÃ PRIMEIRO AMOR!

Shalom! A sua nova companhia diária - com transmissão ininterrupta - é produzida no Noroeste gaúcho, e está comprometida a ser instrumento de bênçãos em sua vida.

Conheça a nossa variada programação e ... DIVULGUE-NOS!

A força do amor: como mães transformam dor do câncer infantil em rede de apoio e resistência em Porto Alegre

Como grupo de mães transforma a dor do câncer infantil em resistência O diagnóstico de câncer em um filho muda tudo: a rotina, os planos e a forma de enxer...

A força do amor: como mães transformam dor do câncer infantil em rede de apoio e resistência em Porto Alegre
A força do amor: como mães transformam dor do câncer infantil em rede de apoio e resistência em Porto Alegre (Foto: Reprodução)

Como grupo de mães transforma a dor do câncer infantil em resistência O diagnóstico de câncer em um filho muda tudo: a rotina, os planos e a forma de enxergar o futuro. Em Porto Alegre, mães de crianças em tratamento contra a doença transformaram o medo e a incerteza em força compartilhada. Unidas pela experiência mais dura de suas vidas, elas criaram uma rede de apoio que acolhe, sustenta e ajuda a seguir em frente em meio à rotina de hospitais, exames e tratamentos prolongados. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Entre essas histórias está a da professora Daniela Oppelt, que lembra com nitidez o momento em que recebeu o diagnóstico do filho Vicente, aos 9 anos. "Quando eu recebi o diagnóstico, abriu um buraco e eu caí", conta. O menino foi diagnosticado com osteossarcoma de alto grau, um tumor ósseo que já havia comprometido 23 centímetros do fêmur. Foram dez meses de quimioterapia intensiva, sempre hospitalizado. "Chegamos muito perto da perda, mas hoje vejo que ele é um vitorioso. A minha força vem dele, da minha filha, Valentina, e de Deus", recorda. Daniela Oppelt e o filho Vicente Reprodução/ RBS TV Uma profissão chamada maternidade Foi durante o tratamento de Vicente no Instituto do Câncer Infantil que Daniela conheceu Clarissa da Rosa. Clarissa se apresenta de forma simples, mas carregada de significado: "Profissão: mãe". A trajetória dela é marcada por perdas e desafios: a primeira filha morreu ainda criança, após um transplante de fígado. E os dois filhos que vieram depois também enfrentaram condições delicadas. A filha Sophia, hoje com 11 anos, foi diagnosticada aos três anos com um sarcoma de Ewing, um câncer raro que atingiu o crânio. Desde então, passou por cinco cirurgias e diversos protocolos de tratamento. "Nunca conseguimos nos distanciar do tratamento. Terminava um protocolo, meses depois aparecia outro tumor", relata Clarissa. Clarissa da Rosa e filha Sophia Reprodução/ RBS TV Para cuidar da saúde mental, a mãe criou o grupo Oncofriends, formado por mães que compartilham experiências e apoio mútuo. "A certeza absoluta é que da saúde mental a gente cuida com as outras mães", comenta. Apoio e solidariedade A psicóloga Roberta Rodrigues, que acompanha as famílias, destaca que a amizade entre elas tem sido fundamental nesse processo. "É preciso uma força muito grande. E elas nos passam isso diariamente", pontua. As mães definem a rede como um espaço de acolhimento que permite respirar em meio à dor. Para Clarissa, ser mãe vai além do vínculo biológico: "Mãe é mãe. Não importa a forma que esse filho chegou aos teus braços. Tu podes ser mãe do teu filho, do filho da tua amiga, nem que seja por um pouquinho, naquele momento de acolhimento. Vocês fazem o melhor que podem com aquilo que têm". Essa aliança também se traduz em ações práticas. A cada dois meses, cerca de 15 famílias se reúnem em uma feirinha organizada em um espaço cedido pela Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na Capital. Lá, vendem lanches, artesanatos e velas aromáticas para reforçar a renda doméstica. A dona de casa Núbia Freitas leva pizzas para comercializar. E diz que os lanches fazem sucesso. "Trouxe de frango e calabresa. É uma forma de termos renda em meio ao tratamento dos nossos filhos, já que não conseguimos manter um emprego fora de casa", relata. VÍDEOS: Tudo sobre o RS